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Coleta e tratamento de esgoto avançam com morosidade na região

Embora saneamento básico seja direito assegurado pela Constituição, o conceito ainda não atende 100% da população do Grande ABC. Nem mesmo o fato de o conjunto de medidas ser fundamental para a prevenção de doenças e promoção da qualidade de vida é capaz de promover avanços consideráveis nos índices de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, conforme mostra ranking realizado pela Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) com informações de 2015.

Entre as sete cidades, apenas São Caetano alcançou título de município compromissado com a universalização, já que tem 100% de esgoto coletado e tratado. Em contrapartida, nos outros seis municípios, 1,34 milhão de pessoas vive realidade oposta.

O estudo da Abes é composto por 231 cidades com mais de 100 mil habitantes e leva em conta dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações de Saneamento).

De acordo com o ranking, dois anos atrás Santo André coletava 98,56% do esgoto produzido pela população, percentual que se mantém. “Para atender 100% é necessária a urbanização de núcleos habitacionais, ação que encontra-se em andamento”, diz o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). Já o índice de tratamento dos dejetos – 31,75% em 2015 – subiu para 42%. A expectativa é chegar a 49% até meados de 2019, no entanto, a universalização só deverá ocorrer em 2021. “Para isso, o Semasa investe R$ 15 milhões, que vão beneficiar diversos bairros, entre eles Recreio da Borda do Campo, Valparaíso e Santa Terezinha.”

No caso dos municípios operados pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) – São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra –, a dificuldade de universalizar os índices também esbarra na questão da urbanização. “A Sabesp não pode atuar nas áreas de ocupação irregular, mas elas são contabilizadas na fórmula do SNIS”, destaca. Por isso, a empresa ressalta que segue critérios diferentes dos apresentados pelo sistema nacional.

Atualmente, apenas 37% do esgoto coletado em São Bernardo é tratado. Em Diadema, o índice é de 45%. Em relação à coleta dos dejetos, as taxas são de 88% e 90%, respectivamente. Ribeirão Pires apresenta cenário melhor: 80% de esgoto coletado e 70% tratado. “A Sabesp trabalha para a universalização dos serviços de saneamento, com obras de expansão do sistema de água, dos coletores de esgoto, interligações, estações elevatórias e de tratamento”, salienta.
Já em Mauá, em 2015 eram coletados 92,25% de esgoto e, naquela época, o índice de tratamento estava em 66,31%. Após a inauguração da estação de tratamento de esgoto da cidade, os indicadores subiram para 93% e 70%, respectivamente. Segundo a BRK Ambiental, as metas para universalização estão sendo discutidas junto à Prefeitura e à Arsep (Agência Reguladora dos Serviços Públicos).

Para o presidente da Abes–SP, Marcio Gonçalves, a universalização depende de financiamento. “O governo federal precisa ter modelo de financiamento de obras para avançar. O cenário é distante, mas possível.” Professor do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Metodista, Henrique Andrade de Oliveira também considera que planejamento é a saída. “O planejamento deve ser feito de forma coletiva, envolvendo a população.”

No começo de janeiro, a Sabesp deu início à primeira fase do Programa Pró-Billings, que tem como meta coletar e tratar 100% do esgoto do Grande Alvarenga, em São Bernardo, até 2020. Serão instaladas novas tubulações e bombas que transportarão rejeitos de 250 mil pessoas até a ETE-ABC (Estação de Tratamento de Esgoto do Grande ABC). O investimento é da ordem de R$ 89,4 milhões. “O Programa Pró-Billings vai aumentar o tratamento de esgoto com 44 quilômetros de coletores-tronco; 28 quilômetros de linhas de recalque (tubulação pressurizada que transporta o esgoto até a estação de tratamento); 100 quilômetros de redes coletoras de esgotos; 39 estações de bombeamento para enviar o esgoto até o tratamento. Há também obras do Projeto Tietê com mais coletores-tronco e interligações”, diz a companhia.

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