Sem obras públicas em andamento e com poucos prédios residenciais sendo erguidos, a construção civil assistiu, no ano passado, à perda de 3.692 postos de trabalho no ABC.

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O contingente representa redução de 8,5% em relação ao estoque de 43.266 trabalhadores existente na região no dia 31 de dezembro de 2015, segundo pesquisa divulgada na última semana pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho.

São Bernardo, com 1.678 vagas fechadas, e Santo André, com 1.215, lideraram a queda na ocupação no setor. Em termos porcentuais, São Bernardo teve redução de 13,3% no estoque ao longo dos 12 meses, enquan­to Santo André diminuiu seu contingente em 12,45% na mesma comparação.

Somente em dezembro passado, entre contratações e demissões, houve fechamento de 708 postos de trabalho nos sete municípios.

Para a diretora da regional de Santo André do SindusCon-SP, Rosana Carnevalli, o resultado de dezembro manteve o ritmo de queda na ocupação do setor verificado na região ao longo do ano.

Porém, a diretora lembrou que, no final do ano passado, o governo anunciou algumas medidas de incentivo ao setor ainda tímidas, mas que sinalizam a possibilidade de estabilização do cenário de crise.

“Vemos movimentação no sentido da redução dos juros, que já consegue causar pelo menos uma mudança na expectativa do consumidor. Porém, o desemprego ainda é um forte inibidor para mercados que exigem planejamento de longo prazo, como a aquisição de imóveis. Enquanto a estabilidade no trabalho não for uma realidade para o brasileiro, o aquecimento da construção civil será difícil”, comentou Rosana.

Vendas caem 70,5%
Na última quarta-feira, a Associação de Construtores, Imobiliárias e Administradoras de Imóveis do ABC (ACIGABC) divulgou pesquisa segundo a qual as vendas de imóveis residenciais novos somaram 2.962 unidades no ano passado, com redução de 40% em relação as 4.939 comercializadas em 2015 e de 70,5% ante as 10.054 de 2013, ano de melhor desempenho do mer­cado imobiliário da região.

“A forte queda nas vendas reflete a desaceleração da economia da região e a insegurança do consumidor em adquirir imóveis.
Quem pretendia comprar a casa própria segurou o negócio e preferiu o aluguel”, comentou o presidente da ACIG­ABC, Marcus Santaguita.

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