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Novo Sandero Stepway é raro aventureiro que vale a pena

Por regra, até hoje, comprar um modelo com visual aventureiro é um negócio claramente emocional – não há nada que justifique pagar até o dobro por uma versão que, no máximo, traz estepe externo e uma suspensão elevada em alguns centímetros. A Renault acaba de quebrar esse paradigma com o novo Sandero Stepway.

novosandero


O aventureiro chegou às lojas em outubro trazendo na bagagem o visual atualizado do hatch, porém, com uma embalagem off-road elegante e atraente. Nada de estepe do lado de fora ou plásticos em exagero, apenas um para-choque mais robusto, proteção nos para-lamas e rack no teto, além de outros detalhes menores.

Se o visual está infinitamente melhor ao da geração anterior, é no interior e no preço que o Sandero Stepway surpreende. Por R$ 48.650, o cliente leva um carro com motor 1.6, central multimídia, direção assistida, trio elétrico, ar-condicionado, câmera de ré e um acabamento bom. Para levar o CrossFox com conteúdo semelhante, a Volkswagen cobra ao menos R$ 14 mil a mais.

Mesmo ingredientes, receita melhor

Mais uma vez, grande parte do mérito do Sandero – e do Logan – terem mudado da água para o vinho é do designer Laurens van der Acker. O holandês, que assumiu o controle do estilo na Renault fez mágica ao transformar uma família de veículos de formato desconcertante e interior pré-histórico em automóveis aconchegantes e agradáveis de se olhar.

A vantagem do Stepway é, com poucas pinceladas, ficar ainda mais atraente e sem exageros. Pois bem, na essência da mesma plataforma de antes, a ‘M0’, com alguns ajustes, é claro. Além de suavizar as linhas toscas anteriores, a Renault trocou materiais de acabamento que, sim, continua sendo dominado pelo plástico, mas com texturas bem melhores e um visual de bom gosto – basta reparar nos bancos que mesclam couro sintético com tecido.

Por sorte, pude entrar num Sandero antigo ao mesmo tempo em que analisava o novo Stepway. Apenas o posicionamento mais elevado do painel de instrumentos já mudou completamente a impressão do cockpit. Antes, o motorista meio que precisava olhar bem para baixo para visualizar coisas básicas como os controles de ventilação. Agora isso é um movimento natural.

Pontos a melhorar

É claro que nem tudo são flores na plataforma ‘M0’. Uma das suas características permanece, a direção hidráulica pesada que no Stepway parece ainda mais difícil de usar talvez por usar rodas aro 16 com pneus mais largos e baixos. Os acionadores dos vidros traseiros continuam no console central, distantes dos botões dianteiros, nas portas.

Por outro lado, a Renault acertou na central Media Nav, uma das mais acessíveis e fáceis de usar no mercado. No Stepway, há também câmera de ré e sensor sonoro, o que facilita qualquer manobra. A versão aventureira traz ainda o ar-condicionado automático (mas analógico) bastante eficiente.

Quem está dentro do Stepway, tem poucos pontos para garantir que está no carro ‘certo’: a inscrição na base do volante, os bancos com costura e os aros dos difusores e velocímetro na cor laranja são alguns dos diferenciais, assim como a placa metálica na soleira da porta.

Amarrado

Dirigir o Sandero Stepway é uma experiência, de início, não tão legal. O já mencionado volante pesado e um tanto lento com um câmbio apenas razoável não inspiram tanto, mas é questão de costume – logo você se adapta ao jeitão bruto do carro, comparado a outros concorrentes mais ágeis. Por falar nisso, o motor 1.6 8V, com 106 cv (etanol) decepciona em retomadas. Na estrada, o modelo suou para fazer algumas ultrapassagens – que saudade do 16 válvulas que a Renault vendia antigamente.

O consumo é outro ponto mediano: o computador de bordo apontou média de 10 km por litro apenas em trechos rodoviários e usando etanol (a versão não foi avaliada ainda pelo Inmetro).

Pacote vantajoso

A despeito do desempenho apenas razoável, o Sandero Stepway é daqueles carros que resolve um dos problemas do brasileiro, que é comprar um veículo versátil. Com o Renault, dá para levar a família (o espaço interno permanece com uma das suas virtudes), há equipamentos modernos e conectividade, além de, agora, um visual que dá orgulho de exibir na rua. E o mais importante: sem gastar horrores para ter isso.

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